
Ainda não se sabe qual a decisão que o prefeito Delano Huber (PSDB) vai tomar no próximo ano: tenta a reeleição, indica um nome para concorrer ao seu lugar ou simplesmente retira-se da disputa. Essa dúvida, no entanto, não impede que vários concorrentes dos diversos partidos e segmentos se apresentem, interessados em buscar apoio dos eleitores para governar Camapuã.
A quantidade de nomes impressiona e desenha a tendência de uma disputa pulverizadas, com pelo menos cinco candidaturas. A relação de nomes que podem estar nesse páreo é bem maior, incluindo figuras carimbadas da política local e as inevitáveis novidades. Experiência e renovação podem fazer um dos confrontos mais interessantes, oferecendo aos eleitores uma variedade de opções.
O MDB tem ao menos três nomes em projeção: o ex-vereador Manoel Nery e os vereadores Dra Márcia e Lelis Ferreira. Por ser um partido forte e tradicional, com sólidas raízes fincadas no território da história política local, o MDB tem luz própria para aspirar o cargo mais importante do Município. Manoel Nery, filho do ex-prefeito Moisés Nery, foi derrotado na corrida eleitoral de 2016, mas ainda tem dois trunfos: o trabalho produtivo que fez na Câmara e o prestígio do sobrenome, um legado que deve ao pai.
A vereadora Márcia Pereira Ávila de Lima defende com dedicação o seu segundo mandato e com ele plantou uma sementinha para que um dia prosperasse a viabilidade do sonho de ser prefeita. Pode ser que ainda não tenha chegado a sua vez. O vereador Lelis é uma das novidades que chamam a atenção do eleitorado e tem o seu nome citado com frequência nas conversas de bastidores entre lideranças mais experientes da região.
O PSL ainda engatinha organicamente, mas já alimenta pretensões políticas maiores no Estado. Consta que a direção estadual do partido leva em consideração o nome de Paulo Valcanaia como opção para a sucessão camapuanense. Ele é o atual presidente municipal do partido. Empresário bem-sucedido, de família tradicional e com empreendimentos urbanos e rurais.é outro que pode desfraldar a bandeira da renovação.
No campo dos experientes, uma dos destaques é o democrata Hugo Bomfim. Não lhe faltam experiência e credibilidade, além de conhecimento técnico e gerencial. Foi prefeito, secretário de Estado e agora exerce o mandato de vereador. O PR e o PSB têm, respectivamente, Pedrinho Cabeleireiro e Aluízio Targino como alternativas do momento. São dois vereadores muito atuantes e, em princípio, dependem das articulações, coligações e rumos que seus partidos vão definir quando for aberta a temporada sucessória.
O quadro de candidaturas pode sofrer profundas alterações quando o prefeito Delano Huber comunicar oficialmente se vai ou não tentar se reeleger. Se escolher o caminho para brigar por mais quatro anos de Prefeitura, alguns pré-candidatos devem sair de cena caso os partidos aos quais pertençam resolvam acompanhar o PSDB de Delano Huber. Com o prefeito fora da disputa, a tendência de pulverização vai ficar mais forte.