
MRV pretende reduzir fatia do Minha Casa, Minha Vida pela metade
A principal motivação é que as reduções das taxas de juros possibilitaram que o cliente tenha a mesma capacidade de compra com recursos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida ou da poupança
A MRV Engenharia pretende que sua atuação em unidades enquadradas somente no Minha Casa, Minha Vida caia dos atuais 80% do Valor Geral de Vendas (VGV) para 43% no médio prazo.
Segundo Menin, a principal motivação para a mudança do mix é que as reduções das taxas de juros possibilitaram que, em uma parcela das unidades, o cliente tenha a mesma capacidade de compra com recursos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida ou da poupança.
“A MRV atua, principalmente, no topo do programa, no qual o cliente passou a ter mais de uma possibilidade de funding”, diz o executivo. A companhia tem expectativa que, nos próximos meses, os juros continuem em queda e que a Caixa Econômica Federal permita que o comprometimento de renda no financiamento atrelado ao IPCA passe de 20% para 25%.
Futuramente, a parcela do VGV enquadrada na “solução de mercado” passará de 20% para 57%, segundo os planos da MRV. A fatia dos imóveis passíveis de financiamento nas duas categorias, segmento comparado a um “carro flex” por Menin, crescerá de 12% para 24%, e os do SBPE aumentarão de 8% para 33%. No curto prazo, a participação do Minha Casa, Minha Vida irá para 61%, e a da “solução de mercado”, para 39%.
Fonte: Valor Investe