
Uma Prefeitura que deve mundos e fundos, sem crédito político ou financeiro, desorganizada, sem projetos e atolada na ineficiência – esta é a realidade da gestão que, para esconder seus desacertos, resolveu apelar para a fantasia, na esperança de que assim conseguirá ludibriar a população. A armação agora é a realização de um rodeio que, segundo se apurou, custará cerca de R$ 300 mil aos cofres da municipalidade.
Um rodeio profissional em dezembro, na época das festas de fim-de-ano, seria um presente espetacular para os camapuanenses, que amam o esporte e as atividades típicas de regiões com forte economia rural. No entanto, a situação de Camapuã não permite que esta alegria seja plena. A situação do Município é alarmante.
Os R$ 300 mil do rodeio fazem muita falta para, entre outros exemplos, melhorar os atendimentos em saúde, educação, assistência, asfalto, estradas, limpeza, iluminação. O comércio sofre muito com a queda do consumo, que por sua vez é motivada pelo desemprego e pela queda de poder aquisitivo, sobretudo dos servidores, que são desvalorizados pelo prefeito.
Para realizar o rodeio, o prefeito quer, inicialmente, que o comércio e produtores patrocinem. Na verdade, a intenção é fazer com que os contribuintes paguem a conta. O problema é que quase ninguém se dispõe a contribuir com uma administração que virou as costas para as necessidades básicas a população, que em três anos quase nada fez, além de três quebra-molas, umas pinturas de meio-fio e outros paliativos. Enquanto isso, escolas estão caindo, a cidade esburacada, o maquinário sucateado, fornecedores sem receber, o transporte escolar estrangulado, o ensino publico com mais de 90% de reprovação.
O “rodeio da vergonha” é mais um deboche que cai no colo de Camapuã, por parte de um prefeito que viaja muito e não sai do lugar, isto é, parado, inerte, sem ação, sem projeto, sem futuro.