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Anestesistas da Servan criam dinâmicas de atendimento durante pandemia

Equipes se preparam para realizar intubações emergenciais, em atendimento durante 24 horas

Sociedade de Anestesiologia, Reanimação e Dor do  Mato Grosso do Sul (SAEMS), passou orientações à população e esclarece sobre a nova dinâmica de atendimento durante o caos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Além das disposições que já são designadas desde o início, como ficar em casa, evitar aglomerações, e cuidado redobrado com idosos e grupos de risco, outras medidas estão sendo repassadas.

Responsável pelo serviço médico na área de anestesia, a Servan auxilia parte dos hospitais de Campo Grande, tais como Santa Casa, Unimed, Maternidade Cândido Mariano, Hospital do Câncer, entre outros. Para que não haja falta de assistência nestes hospitais, a empresa está estruturando uma escala de atendimento que funcionará 24 horas, sete dias por semana. A prioridade são para as cirurgias de urgência e emergência.

Neste momento de crise, a equipe ficará responsável pelos atendimentos da Santa Casa de Campo Grande, e do Hospital Unimed, devido ao fluxo de pessoas neste local e pela quantidade de profissionais que atendem as demandas, que conta com mais de 100 médicos.

O atual diretor financeiro do Servan, o médico João Maximiano Pierin de Barros, explica que as equipes vão realizar as intubações para diminuir o risco da contaminação. “Instituímos uma comissão interna para tratar da Covid-19, que dará suporte a todos os médicos anestesistas, orientando quanto à melhor conduta para proteção pessoal e para evitar a disseminação do vírus”. A equipe também trabalha junto às diretorias dos hospitais, para que seja possível o acesso a equipamentos de proteção individual (EPI), tais como máscaras, luvas, óculos, capotes, etc.“Estes EPIs são de fundamental importância para a segurança de toda a população. Sem os mesmos será impossível praticarmos uma medicina de qualidade”, afirma o médico.

Dentre as novas demandas, a sociedade ressalta que a população não pode estocar máscaras e álcool em gel, visto que essa atitude prejudicará outras pessoas. As máscaras têm recomendações específicas para quem deve utilizá-las, e o álcool em gel pode ficar em falta para quem está trabalhando em campo, na luta contra o Covid-19 e realmente vai precisar.

É válido lembrar que as exportações de alimentos estão terminantemente proibidas, e que não há necessidade de estocar alimentos. Os hospitais estão criando medidas para atenderem às novas demandas necessárias, como capacitações e preparo profissional das equipes.

As cirurgias que tem a possibilidade de espera, poderão ser desmarcadas. Todos os médicos do grupo de risco estão sendo retirados das áreas de maior contágio, e os que tiveram contato com pessoas infectadas, sem a devida proteção, agora estão isolados de quarentena.

 

Fonte: Correio do Estado