
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, afirmou nesta segunda-feira (18) que a economia mundial atravessa um momento “muito crítico”, marcado pelo aumento das tensões geopolíticas e pelos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os mercados internacionais.
A declaração foi feita antes do início da reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G7, realizada em Paris, na França. O encontro reúne representantes das principais economias desenvolvidas do planeta em meio ao avanço das incertezas econômicas globais.
Segundo Georgieva, o atual cenário exige respostas rápidas e coordenadas para evitar um agravamento da crise internacional.
“Estamos em um momento muito crítico para concentrar esforços em medidas econômicas que possam aliviar os impactos do choque que estamos vivendo atualmente”, declarou a dirigente do FMI.
Petróleo acima de US$ 100 preocupa mercados
Entre os principais fatores de preocupação está a alta do petróleo, que já ultrapassa a marca dos US$ 100 por barril, pressionando custos globais e elevando o risco de inflação em diversas economias.
De acordo com Georgieva, os efeitos da guerra no Oriente Médio já começam a ser incorporados pelos mercados financeiros, aumentando a tensão em relação aos títulos públicos e à estabilidade econômica internacional.
A chefe do FMI destacou que decisões econômicas tomadas neste momento poderão ser determinantes para evitar novos impactos sobre crescimento, inflação e emprego ao redor do mundo.
G7 discute estratégias para conter riscos globais
O encontro do G7 deve concentrar debates sobre formas de reduzir os efeitos econômicos do atual cenário geopolítico. O grupo é formado por representantes dos Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Canadá, Reino Unido e Japão.
Georgieva também fez um apelo para que governos e bancos centrais evitem medidas que possam ampliar ainda mais a instabilidade econômica.
“É muito importante não adotar medidas que agravem a situação”, alertou.
Cenário global de incerteza
O alerta do FMI ocorre em um momento de crescente preocupação internacional com os reflexos econômicos dos conflitos geopolíticos, da inflação persistente e das oscilações nos mercados financeiros.
Especialistas avaliam que, sem coordenação entre as grandes economias, os impactos podem atingir comércio, investimentos e o custo de vida em diversos países, inclusive economias emergentes como o Brasil.