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Invasão em calçada cria polêmica para empresa que ocupa barracão

Irregularidade acontece na região central de Dourados

Um barracão construído há mais de 50 anos está no centro de uma polêmica em Dourados e poderá ser demolido por determinação da prefeitura local. Com paredes duplas de tijolos aparentes, o barracão funciona como oficina e garagem para os ônibus da Viação Dourados, empresa que explora o transporte coletivo urbano de passageiros.

O prédio está na esquina da Avenida Weimar Torres com a Rua Wanilton Finamore e ocupa quase que 100% da calçada, não deixando espaço para o trânsito de pedestres.  Por causa disso, a Prefeitura de Dourados solicitou à empresa a liberação da calçada, o que significa demolição do prédio.

Com parecer favorável do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU) e da Secretaria de Planejamento (SEPLAN), o proprietário da empresa tinha seis meses para liberar a calçada, mas o prazo expirou em março e nada foi feito. A inércia no caso faz com que a prefeitura tenha o papel de agir para permitir acesso de pedestres na calçada.

Ao mesmo tempo, o diretor da Viação Dourados, Marcelo Soccol, tenta ganhar mais prazo para a obra. Em setembro do ano passado, quando foi pedida a desocupação, ele solicitou três anos para resolver o problema, o que não foi atendido. “Estamos preparando a mudança da sede da empresa para outra área”, justificou o empresário, lembrando que na época em que o barracão foi construído existia apenas uma trilha na Avenida Weimar Torres.

A Avenida Weimar Torres anteriormente era a Rua Rio Grande do Sul e durante muitos anos foi conhecida como Rua dos Velhacos pelo fato de alguns maus pagadores passarem apenas por ela para fugir dos credores das lojas que estavam instaladas na avenida paralela, a Marcelino Pires, que corta a cidade de leste a oeste.

Os anos se passaram e a avenida recebeu a pavimentação asfáltica. O barracão permaneceu no mesmo lugar, mas ocupando a calçada. Já se passaram cerca de 30 anos e somente agora, com o adensamento populacional da região e aumento do fluxo de veículos na via, é que o problema da falta de espaço para os pedestres se agravou.

Marcelo Soccol está negociando com a prefeitura a dilação do prazo para que possa atender ao pedido de desobstrução do passeio público. “Temos o maior interesse em garantir a acessibilidade da população, mas como a região onde esta a sede da empresa cresceu muito há a necessidade de transferirmos para outro local mais distante e por isso precisamos de um prazo maior”, argumentou o empresário. A Prefeitura de Dourados ainda não expediu decisão final sobre qual vai ser a determinação.

Fonte: Correio do Estado.