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Caminhoneiros mantêm greve pelo 3º dia consecutivo

Paralisação pode comprometer distribuição de combustíveis em MS

Pelo terceiro dia consecutivo, os caminhoneiros continuam em greve no País. Em Mato Grosso do Sul, a manifestação contra o aumento do preço do diesel ocorre em 15 cidades nesta quarta-feira (22). Na Capital,  a rodovia BR-163, quilômetro 477 e 478 no Anel Viário, foi bloqueada, permitindo a passagem de ambulâncias e carros de passeio. Não há previsão de desocupação.

O gerente Executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes MS (Sinpetro) Edson Lazaroto, disse que a paralisação dos caminhoneiros já está afetando todo o segmento de combustíveis no Estado, principalmente nas cidades do interior, pois as bases localizadas em Campo Grande estão operando com restrições, ou seja, com sua capacidade reduzida. Caso a greve persista, o abastecimento de todas as cidades ficará comprometido.

De acordo com um dos caminhoneiros que estava no local, a proposta feita pelo governo não foi aceita entre os colegas, e não há previsão de liberação da pista.

Outras cidades

As interrupções nas rodovias já subiram de nove para quinze municípios: Campo Grande, Maracaju, Rio Brilhante, Eldorado, Sidrolândia, Paranaíba, Naviraí, Bandeirantes e Caarapó, Paraíso das Águas, Dourados, Três Lagoas, Jaraguari, Chapadão do Sul e Cassilândia.

Proposta

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anunciou um acordo com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, para eliminar o imposto sobre o diesel e a gasolina (Cide), e pediu aos caminhoneiros que suspendam a greve. Mas, a medida é considerada insuficiente pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam). ​

Diesel

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (23) que o preço do diesel deve cair 1,54% nas refinarias. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de cerca de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Fonte: Correio do Estado