
Filho de Azambuja pode se apresentar a qualquer momento
A expectativa é de que ele compareça na PF até às 14h
O filho do governador do Estado, Rodrigo Souza e Silva está com mandado de prisão decretado, mas até o momento não se apresentou na sede da Polícia Federal (PF). Ele é alvo da Operação Vostok, deflagrada pela PF, na manhã desta quarta-feira (12). De acordo com informações apuradas pela reportagem do Correio do Estado, a expectativa é de que Souza e Silva possa se apresentar até às 14h de hoje.
O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), também é um dos investigados. Equipes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Azambuja e na Governadoria, documentos foram levados dos dois locais.
Mandado de busca e apreensão também foi cumprido na casa do filho de Azambuja, no gabinete do deputado Zé Teixeira (DEM), na Assembleia Legislativa e na casa do empresário João Baird. Até o momento, apenas cinco dos 14 alvos estão presos na sede da PF, entre eles Teixeira, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Márcio Monteiro e o pecuarista, dono da Fazenda Pena Rojas, Francisco Freire.
Azambuja não tem mandado de prisão e durante apreensão de documentos, o governador não estava em Campo Grande, ele cumpria agenda de campanha no interior do Estado.
Veja a lista dos outros nomes, alvos de mandado de prisão:
Rodrigo Souza e Silva
Ivanildo da Cunha Miranda
João Roberto Baird
José Ricardo Guitti Guimaro
Nelson Cintra Ribeiro
Miltro Rodrigues Pereira
Rubens Massahiro Matsuda
Marcio Campos Monteiro
Osvane Aparecido Ramos
Elvio Rodrigues
Antonio Celso Cortês
Zelito Alves Ribeiro
Francisco Carlos Freire de Oliveira
José Roberto Teixeira
OPERAÇÃO
A Operação Vostok, da Polícia Federal (PF), tem o objetivo de combater esquema de pagamento de propina a representantes da cúpula dos Poderes Executivo e Legislativo estaduais, além do Tribunal de Contas do Estado, no Mato Grosso do Sul.
O inquérito foi autorizado e tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. As medidas decretada em cumprimento foram feitas por aproximadamente 220 policiais federais cumprem 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, na capital do estado e nos municípios de Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes de Laguna; e Trairão no Estado do Pará. São alvos das medidas os endereços residenciais e comerciais dos investigados e os seus locais de trabalho.
As investigações foram iniciadas no início deste ano, tendo por base os termos de colaboração premiada de executivos de uma grande empresa do ramo frigorifico. Os colaboradores detalharam os procedimentos adotados junto ao governo do Estado para a obtenção de benefícios fiscais – TARE’s.
Segundo apurado, do total de créditos tributários auferidos pela empresa dos colaboradores, um percentual de até 30% era revertido em proveito da organização criminosa investigada. Nos autos do inquérito, foram juntadas cópias das notas fiscais falsas utilizadas para dissimulação desses pagamentos e os respectivos comprovantes de transferências bancárias.
Apurou-se também que parte da propina acertada teria sido viabilizada antecipadamente na forma de doação eleitoral oficial, ainda durante a campanha para as eleições em 2014. Alguns pagamentos também teriam ocorridos mediante entregas de valores em espécie, realizadas nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no ano de 2015.
Em razão dos acordos de benefícios fiscais concedidos pelo governo estadual, somente nos dois primeiros anos da gestão atual, a empresa frigorífica teria deixado de recolher aos cofres públicos um montante de mais de R$ 200 milhões. No bojo da ação de hoje, foram cumpridos, ainda, três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual do Mato Grosso do Sul, no interesse da Promotoria do Patrimônio, cujo objeto vincula-se aos fatos investigados pela Polícia Federal.
Fonte: Correio do Estado