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Para não virar cidade fantasma, vila na Suíça se transforma em complexo hoteleiro

Com apenas 12 habitantes, aldeia de Corippo investe na transformação das casas e estruturas seculares em hotéis

A vila nas regiões montanhosas de Corippo, ao sul da Suíça, corre o risco de virar uma cidade fantasma. Considerada a menor comunidade do país, ela conta com apenas 12 moradores, sendo que 11 têm mais de 65 anos.

Para evitar o fim da sua cultura e história, a comunidade, que chegou a ter 300 habitantes e uma economia sólida na produção agrícola, investe em uma ideia ousada: se tornar o primeiro albergo diffuso do país.

O conceito de albergo diffuso surgiu na Itália, no final da década de 1980. Ele consiste em transformar pequenas vilas e aldeias inteiras, muitas vezes desabitadas pelo envelhecimento da população, em hotéis e acomodações em bloco.

Segundo a CNN, a Fundação Corippo 1975 está à frente do projeto. Para o presidente da entidade e arquiteto, Fabio Giacomazzi, os visitantes “terão a oportunidade de vivenciar uma estadia muito particular em uma vila rural genuína que permaneceu praticamente a mesma desde 1800.”

Além de absorver a atmosfera das casas e prédios construídos há séculos, os hóspedes também poderão caminhar pela região, visitar locais culturais e desfrutar da gastronomia local.

De acordo com Giacomazzi, a transformação começou a ser pensado na década de 1990. “A ideia original de trazer de volta habitantes permanentes já não era viável, porque os edifícios são muito pequenos e não são acessíveis de carro”, explica.

Depois de anos de planejamento, os resultados estão começando a aparecer. A Casa Arcotti abriu para os hóspedes no final de julho de 2018. Um hotel propriamente dito está programado para abrir na Páscoa de 2020.

Investimento de US$ 6,5 milhões

A transformação de Corippo é estimada em US$ 6,5 milhões. As diretrizes compreendem a reforma de um antigo restaurante local e a renovação de praças públicas. Também está no planejamento a restauração da prefeitura, igreja, moinho e outras estruturas históricas.

O projeto ainda não está totalmente financiado. Fontes informam que em agosto US$ 2,7 milhões foram captados por investimentos públicos e empréstimos bancários.

Com uma população pequena e envelhecida, há poucas pessoas disponíveis para receber os turistas visitantes. Essa preocupação, além dos esforços na correção em estruturas básicas, como o abastecimento de água, dificulta os trabalhos.

Para Giacomazzi o conceito de hotel deve trazer novos moradores para a região. “Esperamos que o hotel ofereça a oportunidade para uma família jovem empreender a gestão e se instalar em Corippo”.

 

Fonte: ISTOÉ