
Bolsonaro deve sobrevoar Pantanal e visitar fazenda de apoiador em Maracaju
Comitiva do presidente se preparou para verificar área atingida por queimadas, e prestigiar fazendeiro que fez propaganda na plantação
No roteiro da primeira visita de Jair Bolsonaro como presidente da República em Mato Grosso do Sul estão previstos, além da agenda oficial em Nioaque e em Corumbá, visitas a cenários que são notícia no presente, e em outros que chamaram a atenção em um passado recente.
O presidente, que está na cidade pantaneira para inaugurar um sistema de radar da Força Aérea Brasileira (FAB) que fecha o certo a traficantes de droga que usam pequenos aviões, também deve aproveitar sua presença na região para sobrevoar o Pantanal.
O bioma está no noticiário brasileiro e internacional há pelo menos um mês, período em que a estiagem na região agravou-se. As chuvas dos últimos dois dias, ainda tímidas, ainda não afastaram o risco de novos incêndios.
O sobrevoo – que deve ocorrer, conforme condições meteorológicas e se houver brecha na agenda oficial – é uma forma de o presidente mostrar à comunidade internacional que está atento ao combate aos incêndios na região. Equipes da Força Aérea Brasileira, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar Ambiental trabalham na região.
Depois de almoçar em Corumbá, a visita de Bolsonaro a Mato Grosso do Sul ganha nuances de saudosismo. O presidente tem compromissos em Nioaque, sem anúncio de obras ou inaugurações. Ele vai visitar a unidade do Exército onde trabalhou quando era tenente, e vai terá a oportunidade de experimentar novamente algo que adorava quando morava no estado: a guavira.
Equipes da comitiva presidencial providenciaram a iguaria em Bonito, onde restaurantes a armazenam congelada. A fruta está fora de sua época.
Durante a viagem, de helicóptero, o presidente visitará a Fazenda Engenho 3, em Sidrolândia. Foi lá que no período eleitoral de dois anos atrás, o proprietário Ari Basso autorizou a inscrição na plantação: “Bolsonaro 2018”.