
A sucessão do prefeito Rogério Rosalim (PSDB) já é assunto do dia-a-dia em Figueirão. A tendência é o prefeito lançar e apoiar uma candidatura “chapa branca” com o vereador Naban Azevedo (PSD), atual presidente da Câmara Municipal. Ele quer o apoio da máquina municipal (prefeitura, secretarias e também a pressão pelo voto de funcionários), mas teme a vinculação de seu nome ao prefeito e também ao líder governista na Câmara, o vereador Edegar de Lima.
Para engrossar o caldo das preocupações governistas, torna-se a cada dia mais visível o crescimento das especulações favoráveis a nomes alternativos nessa disputa, principalmente do professor Juvenal Consolaro (PTB) e do ex-prefeito Getúlio Barbosa (MDB). Os dois possuem eleitorados cativos e contam com a adesão de forças políticas e populares eventualmente insatisfeitas com a atual administração. Já é voz corrente no município que o prefeito Rogério Rosalim, ex-gerente da Fazenda 3R, pretende fazer de Naban Azevedo seu sucessor, num esquema que tem a participação do vereador Edegar.
O professor Juvenal Consolaro disputou a última eleição e quase virou o jogo. Sem recursos, enfrentando a máquina de campanha que foi a Prefeitura e o apoio maciço de lideranças estaduais que deram peso e recursos a favor do atual prefeito, Juvenal perdeu por apenas 95 votos. Saiu do pleito fortalecido politicamente, com a certeza de que poderia ser o eleito se tivesse mais alguns dias ou semanas de campanha.
Quanto a Getúlio Barbosa, um de seus diferenciais positivos é a força partidária. Mesmo vivendo um ciclo de insucessos eleitorais, o MDB ainda se mantém como uma legenda estruturada, de grande inserção política e popular, tem uma militância numerosa e aguerrida, capaz de reconquistar os votos que perdeu. A atividade de comerciante reforça o campo de contatos e articulações para Getúlio Barbosa trabalhar sua candidatura.