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Comércios têm rachaduras por conta dos tremores nas obras da 14 de julho

Prédios históricos não estão aguentando a movimentação das máquinas

Prédio comercial, tombado como Patrimônio Histórico de Campo Grande, está passando por problemas por conta das obras do Reviva Centro, na 14 de julho. Rachaduras apareceram por todo o lugar e a platibanda, que fica acima da fachada, começou a afundar para dentro da construção.

Segundo a dona de uma loja de roupas para criança e gestantes, que fica local, Marta Araújo, a prefeitura foi avisada, em uma reunião, que o prédio não aguentaria o maquinário pesado que a reforma da via necessita, mas somente uma visita superficial foi feita. “Eles disseram que tinha feito uma vistoria, mas nada disso aconteceu, só tiraram foto; não veio engenheiro, nem nada”, disse ela

Quando as obras começaram, uma equipe da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), junto com engenheiros e o Corpo de Bombeiros, revisaram o local e uma área teve de ser interditada.

Ainda de acordo com ela, o proprietário do imóvel, juntamente com um engenheiro civil, enviou uma solicitação para poder reformar o local, mas o Executivo Municipal não aprovou o documento. “A prefeitura não libera o alvará para ser feita a reforma, e aí, a obra [na avenida] também não para; onde passa os rolos, o maquinário pesado e o prédio está aqui caindo”, reclamou.

Na solicitação enviada à prefeitura, foi feito, também, uma petição para que as máquinas funcionassem durante a noite ou quando a loja estivesse fechada, mas o pedido não foi atendido. “No sábado passado, umas 15h, eles começaram a mexer com os rolos  e eu estava com cliente; pedi para eles pararem, mas o responsável disse que era para eu ligar para a prefeitura e reclamar com eles, porque não iam parar e iriam seguir com a obra”.

Para Marta, o perigo está justamente no momento em que as máquinas começam a operar. “Treme todo o prédio; de cima  a baixo. Então, mexe com a estrutura e é perigoso para nós, para os clientes e para os pedestres também”, contou, já que a platibanda está afundando para dentro de cima da fachada.

A Prefeitura foi procurada pela reportagem do Correio do Estado, mas até esta publicação não havia se pronunciado sobre o problema.

 

Fonte: Correio do Estado

 

Rachaduras estão precupando comerciantes – Foto: Foto: WhatsApp / Correio do Estado