
Se já perdeu dois anos com esta administração, o município está caminhando para perder mais dois.
Esta é a constatação que cresce a cada dia na avaliação de quem mora em Camapuã, principalmente de quem deu seu voto de confiança a Delano Huber (PSDB) e acreditou nas promessas de campanha, quando se elegeu garantindo que faria a cidade avançar no tempo e que ele estava capacitado para fazer a população viver um novo tempo e esquecer os prefeitos anteriores. As palavras de Huber, porém, não resistem aos fatos.
Antes da posse e logo depois que assumiu, Delano destacava sua promessa de construir 150 casas com projeto já no primeiro ano de gestão, afirmando até que o povo não aguentava mais ser enganado com promessas vazias dos políticos em véspera de eleição. “Camapuã quer um gestor que saiba administrar, que tenha competência para isso, que não seja preguiçoso”, proclamava ele.
Falava muito em outro projeto, o “Cidade Bela”, com o qual transformaria Camapuã num dos lugares mais aprazíveis do Estado e onde os habitantes se sentiriam no melhor lugar para viver. E ainda ensinava como faria isso: fechar as torneiras, acabar com a corrupção, adotar o planejamento e escolher os auxiliares certos.
O resultado de todos esses compromissos e previsões é exatamente o contrário que se vê hoje. Já se passaram dois anos e três meses, mais da metade do mandato, a a palavra de Delano Huber continua desonrada por si próprio. Os quadros da prefeitura estão inchados, as dívidas pressionam a capacidade de endividamento e a adimplência, não há investimentos de ponta, o sacrifício para pagar o funcionalismo e alguns fornecedores é enorme. Os serviços públicos ou não funcionam a contento ou estão sucateados, com servidores desvalorizados e estruturas capengas.
Para se ter ideia do quando é desastrosa esta administração, os próprios aliados políticos do prefeito – a começar pelo governador Reinaldo Azambuja, que é do mesmo partido – não escondem seu desconforto com o sofrível desempenho e a impopularidade crescente do prefeito. Comenta-se que até os deputados fogem de Delano Huber porque não querem se comprometer com um gestor em baixa e que sequer tem projetos inteligentes e exequíveis para garantir a busca de verbas estaduais e federais.
Recentemente, o prefeito chegou ao cúmulo da desfaçatez gerencial, ao admitir a políticos locais que não tem nada a oferecer à comunidade em matéria de obras de porte e investimentos significativos. \Repete-se nas queixas e lamúrias, descarrega as responsabilidades nos antecessores e lava as mãos diante do vazio de atenção que seu governo dedica aos munícipes. O tempo para ele correu depressa, ao que parece e dá a impressão de que o mandato está no fim. Mas um ano e nove meses são uma eternidade para u, povo que ontem, na eleição, achava estar vivendo um sonho, e agora, no meio da estrada, descobre que vive um pesadelo.