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FACULDADE FAJUTA

Figueirão: diplomas sob suspeita podem prejudicar candidatos em concurso

 Os diplomas de cursos oferecido pela Faculdade Aldeia de Carapicuíba (Falc) a moradores de Figueirão podem não ter o reconhecimento legal exigido e, dessa forma, não servem como demonstrativo de escolaridade em concurso publico. Este é o temor de pessoas que foram diplomados pela Falc em Figueirão e podem ser prejudicadas.

            O alerta vem sendo feito pelos próprios diplomados e moradores da região. Já se sabe que em Coxim o Ministério Publico Estadual (MPE) recomendado à Prefeitura Municipal não utilizar diplomas ou certificados da Falc e do Instituto Henry Wallon nos concursos públicos de provas e títulos. Igual recomendação foi feita à Sigma, empresa contratada na época para realizar o concurso.

            A recomendação aconteceu porque o MPE investigava a ausência de validade dos cursos da Falc e do Instituto Educacional Henry Wallon/Instituto Educacional Cristal Noroeste. Em princípio, uma contradição foi apontada: a faculdade tinha autorização para atuar com cursos presenciais em Carapicuíba (SP). Porém, não dispunha do devido reconhecimento para atividades educativas presenciais ou à distância em Coxim.

            Mais grave ainda foi o que apurou o MPE sobre o instituto Henry Wallon, que não tem registro como mantenedor e nem como mantido, caracterizando não tratar-se de entidade habilitada para chancelar cursos de ensino superior. Se funcionar prestando os chamados “cursos livres”, não tem classificação legal de ensino superior. A Falc chegou a ingressar com Ação Declaratória de Validade dos Diplomas em Âmbito Nacional para garantir as habilitações em Pedagogia que expediu de 2012 a 2016.

            De qualquer forma, o alerta está no ar. As pessoas que foram diplomadas por essas instituições devem procurar as autoridades competentes, educadores, advogados e Ministério Publico para saber como procederem. Já houve casos em que ex-alunos tentaram ouvir informações e até telefonou para uma das supostas professoras, mas não obteve retorno. O pior é o prejuízo de não poder prestar concurso publico. Ou então se fizer e for aprovado ou aprovada, ter esse documento de escolaridade recusado.