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Ministério Público quer fim de protestos em julgamento de policial

Se pedido for aceito, pode evitar constrangimento

A promotora de Justiça, Lívia Carla Guadanhim Bariani, pediu o fim de protestos por parte de policiais rodoviários federais e da família da vítima do empresário Adriano Correia, no Tribunal do Júri, no caso em que o PRF Ricardo Su Moon, está sendo julgado pela morte do empresário, ocorrida em 31 de dezembro de 2016.

No dia 11 deste mês, durante a sessão de julgamento de Moon, vários policiais rodoviários federais, foram vestidos com camisetas azuis com escritas de “Força Moon”. A família de Adriano estava com camisetas brancas e escritas “Eterno Adriano Correia”. No dia, o julgamento foi cancelado por volta de 12h, após um dos setes jurados ter uma crise de hipertensão, sendo preciso remarcar para 30 de maio.

Os policiais lotaram o plenário do Tribunal do Júri e antes do início do julgamento, serviram café da manhã, em frente ao local.

De acordo com o pedido da promotora para o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, é que não seja autorizado a entrada, em plenário, de agentes rodoviários uniformizados e tampouco de parentes da vítima com camisetas enaltecendo protestos.

No pedido, a promotora fala que há proteção constitucional quanto à liberdade de expressão, mas, manifestações na sessão plenária poderão influenciar o ânimo de todos os presentes, assim como a decisão dos jurados.

“E, destacando o plenário de julgamento, é de se lembrar que os jurados são juízes leigos que terão acesso às provas dos autos e, para um julgamento correto e justo, seja pela condenação ou absolvição do acusado, é necessário que não haja qualquer interferência externa, avessa ao mundo dos autos, que venham a influenciar ou contaminar a decisão do Conselho de Sentença, de modo a preservar a imparcialidade do julgamento”, diz um trecho do pedido.

Se o pedido for aceito pelo juiz, a promotora declara que sem as manifestações, evita constrangimentos, intimidações e eventuais interrupções do julgamento, além de permitir para as partes exporem seus posicionamentos para que ocorra a decisão de forma justa.

CRIME

O empresário Adriano Correia foi morto por Ricardo Hyun Su Moon após briga de trânsito na manhã do dia 31 de dezembro de 2016. A vítima sofreu duas perfurações no tórax, uma na costela e outra no braço direito. O crime aconteceu enquanto vítima e dois amigos retornavam de uma casa noturna onde foram comemorar aniversário.

Informações da Polícia Civil apontam que Ricardo Moon teria disparado pelo menos sete vezes. O caso ocorreu na Avenida Presidente Ernesto Geisel, entre a Rua 26 de Agosto e a Avenida Fernando Corrêa da Costa, quase em frente à Capela da Pax Mundial. Adriano era proprietário do Madalena Restaurante e de uma unidade do Sushi Express.

De acordo com testemunhas, por volta das 5h50, ele e os acompanhantes seguiam em uma caminhonete Toyota Hilux pela Ernesto Geisel, quando perto do cruzamento com a Avenida Afonso Pena supostamente teriam fechado a Mitsubishi Pajero ocupada pelo PRF. Este, por sua vez, estaria indo para o trabalho e não gostou da situação. Por isso, perseguiu Adriano. O PRF alega legítima defesa para ter atirado em Adriano.

 

Fonte: Correio do Estado