
Movimentos da sociedade apoiam caminhoneiros com coleta de alimentos
Reivindicações vão de redução do combustível até melhoria nas estradas
A paralisação do transporte de cargas em todo país completa o quarto dia, nesta quinta-feira (24), com apoio da sociedade que por intermédio de suas lideranças aderem ao protesto dos caminhoneiros.
Hoje foi a vez de mais duas categorias ligadas ao agronegócio regional, o sindicato rural de Campo Grande e o Movimento Nacional dos Produtores (MNP), confirmarem apoio e estão pedindo contribuição da população com alimentos que serão entregues aos motoristas parados nas estradas de Mato Grosso do Sul.
Na avaliação do presidente do sindicato da Capital, Ruy Fachini, é importante destacar que o movimento tem objetivo de ‘acordar’ o governo federal para condição insustentável que todo país está enfrentando.
“Os impostos praticados no país refletem desde os aumentos nos custos de produção da atividade rural, diminuição da margem de lucro do produtor até o consumidor final que comprova o aumento nos preços dos alimentos”, argumenta.
Para o presidente do MNP, Rafael Gratão, a mobilização é uma forma de demonstrar apoio aos caminhoneiros e externar o repúdio do setor produtivo contra o alto custo do óleo diesel. “Consideramos que ao onerar os processos de importação e exportação, a alta do diesel reflete diretamente no preço dos produtos, impactando no poder de consumo de todos indivíduos, tonando-se então, fator preponderante para a inflação”, observa.
Gratão lembra que nos cinco primeiros meses de 2018 o aumento registrado no diesel foi 11%, por isso, o MNP entende que além da logística dos produtos agropecuários brasileiros, a alta do combustível tem impacto também da porteira para dentro, aumentado os custos de produção, tornando o setor menos competitivo.
Interessados em ajudar na mobilização podem levar os seguintes itens até o sindicato de Campo Grande: água mineral, pão, carne seca e refrigerante. Os produtos serão distribuídos entre os motoristas parados ao longo das estradas do Estado.
REFLEXO NA AGROPECUÁRIA
Na quarta-feira (23), a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), encaminhou nota oficial informando que declara apoio ao movimento dos caminhoneiros pela redução dos impostos no diesel, por entender que o aumento excessivo dos combustíveis estão causando prejuízos em todo setor produtivo brasileiro.
“Os preços do petróleo no mercado internacional vêm sofrendo grande pressão de alta, o que causou uma elevação média nos valores do diesel no Brasil de 11% de janeiro a maio de 2018. Como o combustível impacta diretamente nos custos de transporte e de mecanização das atividades rurais, essa elevação tende a aumentar os preços finais dos alimentos”, detalha o documento oficial.
Conforme organização do movimento dos caminhoneiros muitas informações incorretas foram divulgadas, confundindo a opinião pública. A fim de combater estas informações encaminharam no início da manhã (24), um resumo da pauta de reivindicações que foram solicitadas ao governo federal: criação de frete mínimo nacional, fim da CIDE (parcialmente cumprido pelo poder público), corte total do PIS/Confins sobre o diesel e gasolina, redução de pedágios para caminhoneiros, renegociação de dívidas para caminhoneiros, estradas em bom estado de utilização.
Em nota, as lideranças informaram que o prazo para o atendimento das solicitações da categoria será no dia 28 de maio. Caso não sejam atendidos, os caminhoneiros informam que irão radicalizar ainda mais o movimento: bloqueio total das estradas federais (apenas veículos policiais, ambulâncias e bombeiros circularão) e paralisação de portos e aeroportos.
Além do Sindicato rural de Campo Grande, MNP, Famasul, também formalizaram apoio ao movimento, as seguintes entidades: sindicato Rural de Fátima do Sul, sindicato rural de Itaporã, Movimento Pátria Livre.
SERVIÇO
O ponto de coleta dos alimentos será no sindicato rural de Campo Grande, no seguinte endereço: Rua Raul Pires Barbosa n.116 (atrás da Ford Auto Master).
Fonte: Correio do Estado