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Produção agrícola do Estado tem estimativa de queda acima da média nacional para 2026

Prognóstico inicial indica retração mais intensa no milho e no sorgo, com impacto direto na produtividade

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou o primeiro prognóstico para a safra brasileira de grãos, cereais e oleaginosas de 2026, que deve totalizar 332,7 milhões de toneladas, queda de 3,7% em relação ao resultado estimado para 2025. Para Mato Grosso do Sul, a projeção indica redução mais acentuada de 12,2%, colocando o Estado entre aqueles com maior retração prevista.

A área plantada nacional deverá alcançar 81,5 milhões de hectares, crescimento de 1,1%, mas em Mato Grosso do Sul a expectativa é de redução de 1,1% na área destinada às lavouras. O comportamento climático associado ao fenômeno La Niña é apontado como um dos fatores que podem afetar produtividade e desenvolvimento das culturas.

Entre os principais grãos, o prognóstico nacional aponta recuo em milho, sorgo, arroz, algodão e trigo. A soja é exceção e deve registrar leve aumento de 1,1% na comparação com o ciclo anterior. No Estado, a queda projetada está ligada principalmente ao desempenho esperado do milho safrinha, cultura que ocupa papel central na produção local.

A expectativa de menor disponibilidade hídrica em algumas regiões e a possibilidade de irregularidade das chuvas podem afetar o calendário de plantio e o rendimento das lavouras. Esses fatores tornam o próximo ciclo mais desafiador para produtores sul-mato-grossenses.

Mesmo após um ano de resultados robustos em 2025, o cenário projetado para 2026 sugere necessidade de atenção redobrada no manejo agrícola, especialmente nas culturas de maior peso econômico. O levantamento do IBGE serve como alerta para possíveis ajustes no planejamento productivo.

A projeção será atualizada ao longo dos próximos meses conforme evoluírem clima, área plantada e condições de mercado. Até o momento, os dados indicam perspectiva de redução relevante na produção estadual.