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Combate à corrupção começa pela postura do chefe do Executivo, diz Odilon em debate

Candidato do PDT ao governo apresentou suas propostas durante debate realizado pelo site Midiamax

O candidato ao governo do estado, juiz Odilon de Oliveira, aproveitou o debate dos candidatos a governadores, realizado na noite dessa segunda-feira, 03, pelo site Midiamax, para falar sobre o mal que afrige os brasileiros e sul-mato-grossenses, a corrupção. No bloco dos temas livres, ele questionou o candidato do PV, Marcelo Bluma, para saber como um governante envolvido em escândalos de corrupção pode fazer uma gestão de combate à corrupção.

Odilon introduziu seu questionamento relembrando as denúncias feitas pela imprensa, local e nacional, sobre os principais casos de corrupção. Alguns deles, envolvendo o atual chefe do Executivo e a concessão ou manutenção de incentivos fiscais para grandes empresas, como é o caso da JBS – implicada na Operação Lava Jato, da Polícia Federal – foram mencionados também por outros candidatos.

“Combater a corrupção em Mato Grosso do Sul é um trabalho de Hércules. É triste ver isso, é lamentável. O trabalhador que ganha um salário mínimo manda, todo mês, R$ 400 para os cofres públicos. Isso é dinheiro de imposto, é dinheiro do ICMS caríssimo que o Estado. É desumano o que acontece, aí o dinheiro vai para o cofre público. Aí, você liga a televisão e vê todas as operações. A Polícia Federal anunciou, vai usar nomes em inglês, porque não tem mais em português. É muita operação: Toque de Midas, Lava Jato, Fazendas de Lama. Então, como é que nós podemos mudar isso? É o eleitor, no momento da eleição mandar para casa essa turma”, disse o adversário.

Odilon aproveitou seu tempo de réplica para reafirmar que governantes e agentes públicos têm de ser exemplos para o resto da sociedade. “O chefe do Executivo tem de ter postura e não estar envolvido em escândalos”, alertou, lembrando aos eleitores que a mesma conduta será exigida da futura equipe de governo e que a política de incentivos fiscais não pode ser concedida sob a exigência do recebimento de vantagens.

Em um dos casos, um frigorífico que operava no Estado emitia notas frias, os chamados “bois de papel”, para maquiar a queda nos abates e justificar a renúncia fiscal oferecida pelo Estado. Em delação premiada, os donos da JBS revelaram o pagamento de propina a governantes de Mato Grosso do Sul.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Juiz Odilon Governador 12