
Em nota, Paulo Passos defende Marcos Alex: ‘atuação pautada na legalidade’
Governador disse que promotor vazou informação de forma seletiva
O chefe do MP-MS (Ministério Público Estadual) defendeu a atuação de membros da instituição e rebateu as acusações de alvos da Operação Vostok que acusaram promotores de ‘vazarem’ informações privilegiadas acerca das investigações a ‘adversários políticos’.
“O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul vem a público informar que a atuação dos seus membros é pautada na legalidade, com base em decisões do Poder Judiciário, visando cumprir a Constituição Federal e as leis vigentes”, disse em nota divulgada à imprensa na manhã deste sábado (15), o procurador-geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos.
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), chegou a afirmar, em entrevistas a veículos da Capital, que o promotor Marcos Alex Veras Oliveira vazou informação de investigação sigilosa para alguns órgãos da imprensa. Isto teria feito com que seu filho, Rodrigo Souza e Silva, um dos presos pela Polícia Federal na Operação Vostok, representasse contra o promotor na corregedoria do Ministério Público.
Na nota, Passos ainda destacou que ‘toda e qualquer reclamação contra a conduta de integrante do Ministério Público é submetida à apuração da Corregedoria-Geral tanto no âmbito estadual como na esfera do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão constitucional de controle externo das atividades do Ministério Público brasileiro, o qual é integrado por membros do Ministério Público da União e dos Estados, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça’.
Marcos Alex acompanhou o mandado de busca e apreensão na casa de Rodrigo, uma vez que ele também era alvo de uma investigação no MP-MS.
No dia da Operação, a PF divulgou que a Justiça Estadual emitiu três mandados de busca e apreensão, ‘no interesse da Promotoria do Patrimônio, cujo objeto vincula-se aos fatos investigados pela Polícia Federal’, a suposta existência de um esquema de pagamento de propina a representantes da cúpula do Poder Executivo Estadual.
“O Ministério Público de Mato Grosso do Sul reitera que seus membros respeitam os direitos e garantias de qualquer investigado, buscando apenas o cumprimento de sua função constitucional de defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”, finaliza o Procurador-geral.
Fonte: Midiamax