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Para pesquisadora, cota de mulheres na política representa evolução

Segundo Silvia Rita, países com pouca participação feminina não são bem desenvolvidos

Durante audiência pública sobre cotas partidárias realizada, na manhã desta segunda-feira (18), na Câmara Municipal de Campo Grande, a pesquisadora e ex-secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, Silvia Rita Oliveira de Souza, declarou que a destinação de uma quantia mínima de cargos para o gênero feminino na política representa uma evolução, mas a representatividade ainda está desproporcional.

Segundo Silvia Rita, é possível perceber uma avanço nesse sentido. “Hoje 15% das mulheres estão na Câmara Federal. A cota funciona e está acontecendo”, declarou. Ainda de acordo com ela, no ano passado, 51% das candidatas tinham até 24 anos, um indício de que as mulheres mais jovens estão se interessando por política. “Os afazeres domésticos e cuidados com a família dificultam a participação nos afazeres políticos”, lamentou.

O vereador João Rocha (PSDB) comentou sobre a iniciativa da Câmara Municipal em “motivar as mulheres a criarem um momento de reflexão e apresentar outras grandes mulheres que atuam na política de Mato Grosso do Sul”. Para ele, é essencial aumentar a participação feminina. “Devem contribuir também com a sensibilidade e jeito diferente de ver a sociedade e nós estamos prestando um serviço importante para o fortalecimento da política”.

A deputada federal Rose Modesto (PSDB) comentou que, independente do partido, a cota para mulheres na política é uma pauta comum e necessária.

A audiência pública “Cotas Partidárias e a Efetiva Participação das Mulheres na Política”  foi proposta pelo vereador João Rocha. Além de Silvia Rita e Rose Modesto, também participaram do debate: a ex-senadora, Marisa Serrano, Luciana Azambuja, subsecretária de Políticas Públicas para as Mulheres do Governo do Estado; Mara Caseiro, presidente da Fundação Estadual de Cultura; a advogada Tatiana Ujacow; Elza Fernandes Ortelhado, secretária Municipal de Educação e Carla Stephanini, subsecretária da Mulher de Campo Grande.

 

Fonte: Correio do Estado