
Zé Teixeira, Márcio Monteiro e mais quatro serão levados para presídio ainda hoje
Seis dos 14 alvos de operação deverão dormir presos após pedido à Agepen
Estão na Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande e serão levados ainda hoje para uma das penitenciárias da Agepen, o deputado estadual Zé Teixeira (DEM), o conselheiro do Tribunal de Contas Marcio Monteiro, Antônio Celso Cortez (um dos operadores do esquema), Ivanildo da Cunha Miranda (pecuarista e operador do esquema), Francisco Carlos Freire de Oliveira, e o ex-prefeito de Dois Irmãos do Buriti e ex-deputado estadual Osvane Ramos.
Os outros alvos da operação ainda negociam sua rendição. Um deles é Rodrigo de Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Ele seria entregue por seu pai, que também é alvo da Polícia Federal e deve prestar depoimento tão logo seja intimado.
Outro alvo dos federais, o pecuarista Élvio Rodrigues, um dos que emitiam nota fria para “lavar” a propina paga pela JBS a Azambuja e seu grupo, estaria no exterior.
O ex-prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra Ribeiro, estaria em uma de suas fazendas, no interior do Estado, e também negocia sua rendição.
Operação Vostok
As investigações tiveram início neste ano, e tiveram como ponto de partida delação de empresários do grupo JBS. A ação envolve 220 policiais federais que cumprem 220 mandados de busca e apreensão, 14 de mandados de prisão temporária em Campo Grande, Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes da Laguna e na cidade de Trairão (PA). Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O inquérito da PF apontou que até 30% dos créditos tributários (incentivos fiscais ao grupo JBS) eram revertidos em proveito do grupo, que os policiais federais chamam de “organização criminosa”. A Operação da Polícia Federal foi denominada “Vostok”, o mesmo de uma estação de pesquisa da Rússia na Antártida e, segundo a PF, tão fria quanto as notas utilizadas para lavar a propina da JBS.
As propinas foram pagas por meio de doação eleitoral para a campanha de 2015, e também em espécie, nas cidades de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), em 2015.
Os pedidos de prisão temporária foram em desfavor de:
– Rodrigo de Souza e Silva (filho de Reinaldo Azambuja, governador de MS)
– Ivanildo da Cunha Miranda
– João Roberto Baird
– José Ricardo Guitti Guimaro (o Polaco)
– Antonio Celso Cortez
– Elvio Rodrigues
– Francisco Carlos Freire de Oliveira
– José Roberto Teixeira (deputado Zé Teixeira)
– Marcio Campos Monteiro (conselheiro do Tribunal de Contas de MS)
– Miltro Rodrigues Pereira
– Nelson Cintra Ribeiro (ex-prefeito de Porto Murtinho)
– Osvane Aparecido Ramos
– Rubens Massahiro Matsuda
– Zelito Alves Ribeiro
Fonte: Correio do Estado